Mãe

Os seres humanos existem no planeta Terra há muitos milhões de anos. Logicamente que, com o passar do tempo, os primeiros humanos passaram por mudanças significativas, até adquirirem os traços atuais. Muito se especula, por exemplo, de que os humanos tenham vindo diretamente de uma evolução dos primatas, isso mesmo: dos macacos. Muitas evidências foram encontradas, com o avanço das pesquisas, de que, realmente, os humanos e os primatas possuem alguns traços em comum.

Mas, um dos instintos que são pertinentes tanto aos humanos quanto aos animais restantes são os de maternidade. A figura da mãe é sempre muito explorada pelos seres vivos, por conta da relação mais íntima entre uma mãe e um filho, que são colocados pelas pessoas, muitas vezes, por causa da gestação do filho pela mãe, que, durante nove meses, é gestado e recebe a alimentação diretamente do organismo da mãe, o que, por muitas vezes, é classificado como um contato químico e amoroso entre uma mãe e um filho.

E, no nosso artigo de hoje, iremos falar de uma figura bastante importante na sociedade: a da mãe. Aqui, você vai conhecer um pouco mais sobre o que é ser mãe, bem como algumas outras curiosidades a respeito da importância da maternidade no mundo de hoje. Vamos lá?

A Figura da Mãe

Uma mãe, em termos gerais, nada mais é do que a pessoa que gera um ser vivo em seu ventre, no caso, relegado aos animais do gênero fêmea, e, depois, as criam relegando proteção, carinho, amor com o intuito de prepara-los para a vida adulta. Isso pode ser observado tanto nas relações humanas, quanto na dos animais.

Geralmente, a “mãe” também é chamada de progenitora ou genitora, já que, abrindo um leque maior de significações, uma mãe não é considerada somente aquela que é a responsável por dar à luz ao filho ou filhote, mas, também, àquelas que se dispõe a cuidar e criar de um filho que não seja seu por algum motivo.

Na natureza, casos de animais que cuidam de filhotes de outros são recorrentes. Não é raro ver nos noticiários, casos de cachorros fêmeos que adotam filhotes de gatos por conta do abandono ou morte da mãe original.  Em alguns casos, ainda, filhotes de animais selvagens são adotados por cães e gatos, que os transformam como se fossem filhotes próprios da sua ninhada. Em alguns casos, supreendentemente, recém-nascidos humanos acabam adotados por animais quando são abandonados por seus pais, o que resulta em uma criação bastante diferente ao que estamos acostumados. Esse tipo de situação faz lembrar do filme Tarzan, onde o protagonista, Tarzan, foi criado por primatas em meio à selva. Essa narrativa também se aplica ao filme “Mogli, o Menino Lobo”, ambos da Disney, que retrata a vida de Mogli, um menino que foi criado por uma família de lobos.

Tecnicamente falando, a mãe é definida como a pessoa do sexo feminino que dedica seu tempo a gestar e/ou criar e educar seres vivos dependentes, como recém-nascidos ou seres vivos que estejam na fase “infantil”. Apesar de a figura paterna existir e também corroborar com o papel de mãe, em muitos locais, a figura feminina da mãe desempenha papel tanto de mãe quanto de pai, as famosas “pães”. No Brasil, essa é uma realidade bastante comum, já que o machismo ainda está intrínseco, infelizmente, na cultura do país.  Um dos problemas enfrentados pelas mães solteiras é, justamente, o preconceito por não terem um companheiro, no caso, o pai dos seus filhos, do lado.  Muitas pessoas, erroneamente, acreditam que a figura masculina do pai é de extrema importância para que a família seja unida e tenha boa índole.  Apesar disso, algumas mulheres que são mães solteiras também sofrem quando buscam – por vontade própria- um novo par, já que o fato de ter filhos são levados como ponto negativo pelos “pretendentes”, na maioria das vezes.

A Figura Materna e os Novos Tempos

Como já dito, a figura da mãe em uma família é bastante importante, assim como a de um pai. Mas, assim como as mães solteiras e os pais solteiros, também, possuem bastante relevância, já que a família é definida, tradicionalmente, com uma mãe, pai e filho(a)(s). No entanto, com o advento dos novos tempos, o conceito de família está sendo cada vez mais remodelado: família com uma mãe e sem pai; família sem mãe e com um pai; família com duas mães; família com dois pais; família com avós, enfim. Uma infinidade.

Percebam que, nesses conceitos familiares, foram citados “duas mães” e “dois pais”. Ou seja, uma referência clara aos casais homossexuais que, historicamente, sofrem preconceito por conta de ideologias, principalmente religiosas. Nos últimos anos, principalmente no início da primeira década de 2000, os homossexuais começaram a conquistar o seu espaço na sociedade, com muita luta. E, atualmente, os casais homossexuais podem, apesar da burocracia e do preconceito, adotar uma criança, assim como um casal heterossexual.

Apesar de o processo de adoção ter sido facilitado, a adoção por casais gays ainda sofre resistência pelos próprios agentes responsáveis por agilizar o processo de adoção e, também, por conta da presença do conservadorismo religioso dentro da política Brasileira. Em 2013, no entanto, o Supremo Tribunal Federal deu uma verdadeira lição ao país e ao mundo ao começar a permitir o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, o que alavancou a causa gay entre as pessoas e, também, facilitou o acesso para o processo de adoção.


Enquanto muitas pessoas acreditam que uma criança não teria uma educação “adequada” em uma família com dois pais ou duas mães, muito se tem provado ao contrário. Pesquisas indicam que crianças e adolescentes adotados por casais homossexuais em nada tem alterado o seu desenvolvimento psíquico ou social, acrescentando, ainda, que o respeito pelas pessoas é aumentado em lares assim. Ou seja, as crianças não tem o preconceito enraizado em si, como muitas pessoas julgam. Esse preconceito é construído socialmente, e, com os casais gays, esse preconceito simplesmente não é imposto, fazendo com que a criança tenha consciência sobre a existência de vários tipos de casais e, assim, a chance de ela se tornar homofóbica no futuro é praticamente nula.

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Categoria(s) do artigo:
Dia das Mães

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